segunda-feira, 21 de julho de 2014

Padronização dos saberes e hierarquização dos conhecimentos.

A inclusão escolar da pessoa com deficiência tem sido amplamente discutida nos ambientes  educacionais. Muitas mudanças já podem ser identificadas. Entretanto, as discussões contrárias à inclusão estão fundamentadas sobre dois pilares da escola não inclusiva: a padronização dos saberes e a hierarquização dos conhecimentos.
Os currículos escolares são concebidos como indispensáveis, imutáveis, atemporais e fundamentais para "formação" dos alunos. Os mesmos currículos que selecionam conteúdos também hierarquizam saberes. Em defesa dos currículos padronizados, os conhecimentos são hierarquizado. De modo que, os conhecimentos diferenciados daqueles eleitos como imprescindíveis são desprezados.
Diante do cenário da padronização, a diferença é considerada como um obstáculo para o alcance linear da aprendizagem e da construção dos conhecimentos. Ou seja, aceitar as diferenças positivamente como uma multiplicidade de construções implica em aceitar, também, que os conhecimentos/conceitos são temporais, frágeis  e mutáveis. Assim, a escola perde o status de detentora dos conhecimentos para se tornar um espaço para multiplicação de saberes.
A padronização do ambiente escolar é tão visível que até mesmo os desenhos animados reproduzem os mesmos modelos. Portanto, pensar a inclusão escolar é pensar a mudança das bases do pensar pedagógico.
Como dito por Fernando Pessoa, "somos o intervalo entre o nosso desejo e aquilo que o desejo dos outros fez de nós".


http://youtu.be/auq_3eL87C8







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