sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Conheça relatos reais de pessoas que aprenderam a conviver com o TDAH
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) tem sido amplamente difundido pela mídia e pelas escolas. Entretanto, frequentemente, os relatos e indicações são direcionadas apenas à criança.
Muitas vezes me perguntam qual a diferença entre uma pessoa com TDAH e outra que não apresenta o comportamento adequado porque simplesmente não o quer. O famoso "mal educado"
Uma das características da pessoa com TDAH é a angústia gerada por sua dificuldade em cumprir com aquilo que se espera dela. As frustrações são frutos tanto das dificuldades quanto da percepção de que desapontou alguém considerado importante.
Este vídeo é um bom exemplo de como pessoas com TDAH se sentem, e como conseguem criar estratégias para lidar com suas diferenças. Romper com preconceitos e buscar ajuda é fundamental.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Descrição e Audiodescrição
A descrição e a audiodescrição são ferramentas comunicativas que facilitam a acessibilidade à informação por pessoas cegas, ou com visão subnormal.Ambientes, expressões faciais, sinais corporais, luzes e sobras são estratégias que fazem parte do contexto comunicativo na escola, na arte, na vida de todos os sujeitos.
Pessoas que podem ver, talvez, pensem que apenas o ouvir é suficiente para que o sujeito cego possa compreender o que acontece ao seu redor. Isso ocorre porque a informação visual é tão "natural" para o vidente que ele não percebe o quanto a descrição é importante para quem não vê.
Por outro lado, existem pessoas que não compreendem como sujeitos cegos se interessam por atividades e programas que não podem ver. Como por exemplo visitar uma exposição de arte, fazer um mergulho no mar, frequentar o teatro. As duas situações apresentadas demonstram o quanto ainda desconhecemos as potencialidades dos sujeitos, sejam eles deficientes ou não.
O pessoa cega ou com visão subnormal precisa criar mentalmente a construção do cenário que não vê. Ao ouvir a descrição é capaz de imaginar a cena e, com as informações ouvidas, pode ter melhor entendimento do que está acontecendo. Por isso, essas ferramentas são tão importantes para a relação que a pessoa cega estabelece com o mundo, e suas interpretações sobre ele.
Em http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2012/03/audiodescricao-lei.html é possível encontrar leis e informações sobre a profissão de audiodescritor. Existem orientações técnicas e metodologias para o trabalho de descrição, estas orientações são fundamentais para que a pessoa cega tenha melhor entendimento do contexto de circulação das informações.
A seguir, serão apresentados dois vídeos que ilustram diferentes situações onde a audiodescrição é utilizada.
Vídeo 1
Um exemplo de atividade que pode ser feita na escola.
A audiodescrição é uma ferramenta útil nas atividades escolares, independentemente, se os alunos são cegos ou não. Ou seja, a audiodescrição inclui pessoas cegas ou com baixa visão mas não exclui os que podem ver.
Atividade:
I) Público: Essa atividade pode ser realizada com alunos de diversas idades. A diferença deve aparecer no nível de aprofundamento das discussões e dos registros.
Neste caso, proponho a realização em uma turma, ou uma escola, que tenha algum aluno com deficiência visual.
II) Obejtivos
a) Trabalhar a construção da identidade individual de cada sujeito;
b) Reconhecer e valorizar as diferenças existentes entre as pessoas;
c) Identificar atitudes que demonstram respeito e cooperação;
d) Elaborar uma estratégia de registro da recontagem da história apresentada.
III) Etapas
1º) O professor deverá introduzir o vídeo a partir da exploração do que os alunos já conhecem sobre as personagens e sobre o autor.
2º) O vídeo deve ser passado para os alunos e, se necessário, repetido.
3º) A partir da separação de cada personagem da história, os alunos deverão elencar as características individuais de cada um. Esta separação poderá ser feita por cartazes, por exemplo. Com descrição para aluno deficiente visual, caso necessário.
4º ) Depois de traçado o perfil de cada personagem, com a ajuda do professor, os alunos deverão relembrar as atitudes de cada personagem que contribuíram ou atrapalharam na conquista do objetivo das personagens do filme. Essas atitudes deverão ser incluídas no perfil das personagens.
5º) A partir do perfil de das atitudes das personagens os alunos devem ser estimulados a perceber e valorizar as diferenças entre as crianças e como essas diferenças os ajudaram na "solução do problema".
6º) É necessário que cada aluno possa ter seu registro da atividade. Após a análise da história, os alunos deverão construir seus recontos. Dependendo do público, o reconto poderá ser escrito individualmente, coletivamente tendo o professor como escriba, poderá ser feito por desenhos das partes da história.
No caso de um aluno com deficiência visual o reconto poderá ser feito por meio da Escrita Braile, ou oralmente para que outra pessoa possa registrar.
IV) Avaliação da Atividade
Após a conclusão de todas as etapas, o professor deverá analisar as respostas dadas pelos alunos para que possa dimensionar em que medida os alunos percebem as diferenças individuais das personagens e, se em algum momento, se posicionaram como pessoas com diferenças também.
Outro ponto importante a ser observado é se a atividade gerou nos alunos a necessidade de maiores explorações sobre o tema.
Considerações Finais:
Inúmeras são as possibilidades de exploração do vídeo apresentado. A escolha apresentada reflete minha preocupação com o reconhecimento e a valorização das diferentes identidade. O respeito pelas diferenças só pode se efetivar quando o diferente for reconhecido como uma possibilidade e não como uma falha.
Vídeo 2
O próximo exemplo ilustra como a audiodescrição é importante na vida social e cultural da pessoa com deficiência visual. Um exemplo de como o trabalho de audiodescrição pode ser feito no teatro.
domingo, 20 de outubro de 2013
Aprender brincando
Brincar é a forma mais eficaz para aprender. O desafio da brincadeira gera no aluno motivação para alcançar o objetivo do jogo. Diferentemente das atividades tradicionais, o jogo permite que o erro seja visto como uma tentativa de acerto e não apenas como a identificação do não saber. Por isso, no jogo o aluno tende a continuar tentando acertar.
Para o professor, o jogo permite a análise das hipóteses e das estratégias do aluno para solução de um "problema". Assim, a observação atenta e consciente do professor durante a atividade orientará a elaboração das próximas atividades.
Veja um exemplo de como conteúdo curriculares podem ser trabalhados na forma de jogo.
Um interessante jogo onde a criança, brincando, faz diversas operações de adição e subtração com os números inteiros. Em uma partida do sobe e desce ela encontrará situações como:
6 - 2= 4
5 - 6= -1
2- 5= -3
Aceitas o desafio?
Para o professor, o jogo permite a análise das hipóteses e das estratégias do aluno para solução de um "problema". Assim, a observação atenta e consciente do professor durante a atividade orientará a elaboração das próximas atividades.
Veja um exemplo de como conteúdo curriculares podem ser trabalhados na forma de jogo.
JOGO DO SOBE E
DESCE
Ideia retirada do blog: http://professorphardal.blogspot.com.br/2011/10/jogo-do-sobe-e-desce.html
Material
- Um tabuleiro,
- Dois dados de cores
diferentes (um positivo e outro negativo)
- Seis tampinhas.
Como jogar?
Durante o
jogo, cada criança em sua vez, lançará os dois dados e com os resultados
obtidos no dado branco ela deverá subir e depois descer a quantidade
determinada no dado vermelho. Vence o jogo quem chegar na parte azul clara primeiro.
Aceitas o desafio?
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
Tecnologia Assistiva (TA)
Material Pedagógico Adaptado – Tecnologia Assistiva (TA)
Você sabia que no campo dos estudos da Educação Especial existe uma área de conhecimento chamada Tecnologia Assistiva?
A Tecnologia Assistiva (TA) é uma expressão usada nos estudos da Educação Especial para designar recursos adaptativos que melhorem as condições funcionais dos sujeitos, possibilitam a realização de tarefas e potencializam a qualidade de vida dos sujeitos.
Os recursos de TA são garantidos por lei pelo Decreto nº 3.298 de 20 de dezembro de 1999. Esses recursos possibilitam acessibilidade ao computador, à execução de atividades diárias, adequação postural, afacilitação da mobilidade, podem ser órteses, próteses, entre outros. Na área da educação e do trabalho temos: engrossadores de lápis, pincéis e canetas; teclado colmeia; tesoura elétrica; tesoura adaptada; ponteira de cabeça; separador de páginas.
Na realidade, inúmeras são as TAs, uma vez que elas são fruto da investigação criteriosa e da solução criativa para solução de uma limitação funcional específica de um sujeito. Assim, é possível que uma TA já existente precise de adaptação para ser útil para sujeitos diferentes. Entretanto, algumas modalidades podem ser destacadas: Auxilio para vida prática; comunicação aumentativa e alternativa; recursos de acessibilidade ao computador; adequação postural; auxílio de mobilidade; sistemas de controle de ambiente; projetos arquitetônicos; recursos para cegos ou pessoas com visão subnormal; recursos para surdos ou pessoas com déficit auditivo; adaptação veicular.
Como facilitadores funcionais, as TAs também podem ser úteis para pessoas cujas funções foram prejudicadas pelo envelhecimento, doenças como o Parkinson, ou por lesões que limitam fisiologicamente por um determinado tempo.
Como exemplo de uma Tecnologia Assistiva, apresento a “aranha-mola”. Trata-se de uma solução simples, porém muito criativa, que permite a pega correta do lápis, auxilia no movimento de pinça (preensão entre os dedos indicador e polegar), possibilita que o sujeito tenha melhor controle motor do traçado que deseja executar. Conforme descrito, é um material que auxilia na coordenação motora fina.
Para a escrita ou o desenho, é necessário que o papel seja fixado em uma superfície firme para que o movimento da mão ao escrever ou desenhar não desloque o papel. Em alguns casos, será necessária a ajuda para que a aranha-mola seja colocada. Contudo, deve-se estimular que estratégias sejam criadas para que o aluno possa colocar o equipamento sozinho, de modo a garantir maior autonomia na vida cotidiana.
Vejamos as imagens a seguir para melhor entendimento do funcionamento do equipamento.
Como pode ser observado, trata-se de um arame revestido, moldado para formar espaços onde serão encaixados os dedos e a caneta (lápis, pincel)

http://www.lojacomoir.com.br/facilitador-para-a-escrita-aranha-mola-p522
A aranha-mola deve se adaptar perfeitamente ao tamanho dos dedos para que haja firmeza ao escrever.

http://www.lojacomoir.com.br/facilitador-para-a-escrita-aranha-mola-p522
Observe ser necessário o revestimento do arame para garantia do conforto e segurança ao escrever ou desenhar.

Em alguns casos, pode ser necessária a adaptação de dois recursos de Tecnologia Assistivapara que o movimento possa ser executado. No caso abaixo, a aranha-mola precisou ser fixada ao punho para que houvesse maior firmeza no traçado.

http://www.lojacomoir.com.br/facilitador-para-a-escrita-aranha-mola-p522
Como dito anteriormente, inúmeras são as possibilidades de utilização das TAs, esta é apenas uma breve apresentação e exemplificação de como esses materiais podem colaborar com a independência e autonomia dos sujeitos. No caso do exemplo apresentado, a aranha-mola, esse recurso pode ajudar não só pessoas com mobilidade reduzida em condições definitivas (lesões cerebrais), mas também pessoas com comprometimento da coordenação motora fina, pacientes de Parkinson, pessoas acidentadas que precisam escrever com o lado oposto ao de costume, e outros.
Enfim, o objetivo das TAs é proporcionar condições de aprendizagem e trabalho, incentivar a independência e autonomia gerando melhores condições de vida.
Bibliografia:
BRASIL. Ministério da Educação e da Cultura. Atendimento Educacional Especializado: Deficiência Física. Brasília, 2007.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Aquarela do Brasil em LIBRAS
AEE UFC 2013: Para saber mais: RESOLUÇÃO Nº 4, DE 2 DE OUTUBRO D...
AEE UFC 2013: Para saber mais: RESOLUÇÃO Nº 4, DE 2 DE OUTUBRO D...: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO Nº 4, DE 2 DE OUTUBRO DE 2009 (*) Instit...
Pensando sobre os dois vídeos postados...
No “Help Desk”
é apresentada a ansiedade inicial provocada pela mudança. Ela não é considerada
melhor porque gera a necessidade de adaptações de conhecimentos. Este é o
produto da dificuldade que temos para absorver as mudanças. Em princípio, não
as consideramos como parte de processos constantes de reformulação das relações
do homem com o mundo, e no mundo. Por
isso, tememos o desconhecido.
A necessidade
de criação desse vídeo parte da incapacidade que temos, hoje, de pensar quais
foram as reações dos homens frente aos primeiros livros. Neste sentido, se
justificam as facilidades das crianças com o uso das novas tecnologias. Muitas
vezes, os adultos se deparam com uma nova mídia e precisam pedir um “help
desk”.
No vídeo
Mudanças Acontecem, as mudanças estão postas. A realidade está posta. Não há
possibilidade de retrocessos. O que vamos fazer?
Durante toda
apresentação, pensei nas discussões sobre os currículos. Muitas vezes
considerados imutáveis, perfeitos e suficientes. Pensar sobre currículo é
pensar sobre a escola. Tudo na escola é currículo.
O aluno de
hoje, o profissional do futuro é incompatível com o modelo de escola que ainda
temos. Como trabalhar nessa tensão, é o que se pergunta qualquer professor
crítico. Deparamo-nos, muitas vezes, sem saber como “manusear um livro”. Mas, não
podemos retroceder. A escola precisa participar das mudanças sem perder sua
função social. Precisamos redefinir nossos objetivos pedagógicos, precisamos
trazer prazer para o que propomos, precisamos fazer cada dia diferente. O mundo
está em movimento, os conhecimentos precisam ser adaptados, flexibilizados,
hibridizados.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Educação a distância como modalidade eficaz de ensino.
Educação
a distância como modalidade eficaz de ensino.
Com o advento da internet e das
tecnologias de comunicação virtual o mundo vem sofrendo, ao longo dos últimos
anos, grandes transformações. A informação passou a ter maior circulação entre
as pessoas de todas as regiões do mundo. A partir do desenvolvimento de novas
tecnologias, a informação ganha uma aliada que potencializa sua programação, a
velocidade na transmissão de dados.
Acredito que esses dois fatores, a
informação e a nova redefinição do tempo, têm sido motivadores de diversas
mudanças observadas em todos os âmbitos da vida social, o que não poderia ser
diferente na educação.
Alguns anos atrás, trabalhos em grupos
eram realizados nas bibliotecas das escolas com pesquisas em diversos livros e
apoio dos bibliotecários. Hoje os alunos combinam os trabalhos pela internet,
em chat. Pesquisam nos sites de busca, e conseguem as informações necessárias
em tempo relativamente curto. Essas novas possiblidades trazem consigo a
impressão de que tudo tem que acontecer em “velocidade 10G”, até mesmo os
processos de aprendizagem.
Teoricamente, com a possiblidade de
flexibilização do tempo, deveríamos observar maior benefício para vida social,
e maior tempo “livre” para realização de novas atividades. Entretanto, o que se
observa é que as pessoas estão proporcionalmente mais ocupadas. Ou seja,
estamos ocupando o tempo que sobraria com novas atividades, acumulando funções,
tentando fazer o máximo de coisas dentro das mesmas vinte e quatro horas
diárias.
Entretanto, as novas tecnologias trazem
muitas vantagens para vida contemporânea. A educação a distância é uma delas.
Modalidade que responde à necessidade de adaptação dos processos educacionais aos
novos modelos de comunicação influenciados pelas novas relações estabelecidas
com o tempo.
A educação a distância, trabalha com a
propagação da informação para construção de novos conhecimentos por públicos
diversos e que não disponibilizam de tempo para realizarem cursos cem por cento
presenciais. Nesta modalidade de ensino,
é necessária maior flexibilização metodológica para que sejam atendidas as
necessidades específicas dos alunos e do curso, sem que haja prejuízo para a
qualidade do ensino.
Uma das dificuldades em ser aluno de um
curso à distância é a disciplina para realização de todas as tarefas e leituras
com antecedência, e a autonomia para ser autor de seus aprendizados. Ou seja,
por mais que haja apoio técnico e teórico no curso é necessário que o aluno
tenha condições de questionar e elaborar novas compreensões dos conhecimentos
que estão sendo construídos. Em sala de aula, muitas vezes, aprendemos com a
pergunta do outro. Em ambientes virtuais nem sempre isso é possível. Por outro
lado, em cursos na modalidade à distância podemos ter contato com opiniões e
vivências profissionais muito diversificadas, proporcionando maior pluralidade
para as discussões.
Para que haja qualidade no ensino a
distância é necessário que o corpo docente se faça presente, com interferências
e instigando os alunos. A dinâmica do curso pode ser uma estratégia eficaz para
que participação virtual não fique monótona.
Existem vários fatores que podem
interferir na eficácia, ou não, da educação a distância. Entretanto, também são
inúmeras as possiblidades de transformação desta modalidade de ensino em uma
oportunidade profícua para construção de novas aprendizagens.
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